• Construir mais de 1150000.0 km asfaltado de estradas.

  • Construir mais de 92000.0 km de redes de esgoto.

  • Fornecer cestas básicas para toda a população brasileira por 61567000000.0 meses

  • Pagar mais de 622.0 salários mínimos.

  • Pagar 14976000.0 meses a conta de luz de todos os brasileiros

  • Plantar 5.0 de árvores

  • Construir mais de 35000.0 casas populares de 40 m2.

  • Comprar mais de 27000.0 carros populares

  • Comprar mais de 80500.0 ambulâncias equipadas.

  • Fornecer medicamentos para toda a população do Brasil por 2581750.0 meses

  • Construir mais de 48000.0 postos policiais equipados.

  • A arrecadação de tributos corresponde a 1200.0 Notebooks

  • Construir mais de 288000.0 postos de saúde equipados.

  • Contratar mais de 13340.0 professores do ensino fundamental por ano

  • Fornecer mais de 140.0 bolsas família.

  • Comprar mais de 2000.0 TVs de Led

  • Contratar mais de 16100.0 policiais por ano.

  • Adquirir mais de 1100.0 geladeiras simples

  • Construir mais de 13800.0 salas de aula equipadas.

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Burocracia e Desenvolvimento

Rogério Amato
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Uma das condições necessárias, embora não suficientes para promover o desenvolvimento de um país, é a estabilidade das regras, que é essencial para oferecer aos agentes econômicos, um quadro de referências que lhes permita realizar investimentos que, no geral, se baseiam em um horizonte de longo prazo. Mudanças frequentes no marco regulatório geram incertezas e desorientam os empresários e inibem os investimentos. 

Não basta, contudo, apenas que as regras sejam estáveis. Elas precisam ser claras, simples, flexíveis e uniformes, garantindo não apenas sua fácil compreensão, como, também, o seu cumprimento. É necessário, ainda, que não haja burocracia e intervencionismo em excesso, que limitem a criatividade e a liberdade de atuação do empresário.

Infelizmente, essas condições parecem estar longe de existir no Brasil, uma vez que não apenas temos legislação em excesso, altamente intervencionista e sujeita a constantes alterações, que provocam instabilidade e insegurança jurídica. A burocracia e o intervencionismo não se limitam às atividades empresariais, ou às relações com os consumidores, atingindo, muitas vezes, os direitos individuais, com leis que, ao invés de procurarem adaptar as regras aos fatos sociais, procuram moldar a sociedade.

Estudo do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário) mostra que de 5 de outubro de 1988 (entrada em vigor da Constituição) até igual data de 2011, portanto nos últimos 23 anos, foram editadas 4,35 milhões de normas legais – Leis, decretos, portarias, e outros atos normativos – dos quais 275.094 de natureza tributária, o que dá ideia da enorme burocracia enfrentada pelas empresas.

Esse quadro se afigura como mais grave porque, apesar da grande quantidade de emendas feitas à Constituição, o que afeta a estabilidade necessária das “regras do jogo”, a Carta Maior do País ainda necessita de muitas mudanças para atender à nova realidade do Brasil e do mundo globalizado. 

Além disso, o uso exagerado de Medidas Provisórias (MPs) cria uma grande insegurança jurídica, pois muitas regras importantes podem ser mudadas por meio desse instrumento, sem o prévio debate.  A legiferação brasileira se dá em todos os níveis de governo, afetando o dia a dia tanto das pessoas jurídicas e das pessoas físicas e, de outro lado, gera um enorme aparato burocrático também oneroso para os contribuintes. 

A maioria dos textos legais não obedece a técnicas legislativas adequadas, com remissões, repetições e contradições, muitos deles extremamente detalhistas, outros muitos vagos, muitos inúteis, mas não inócuos. O fisco procura aumentar a arrecadação estabelecendo controles, demonstrativos, planilhas, notas fiscais eletrônicas e outras exigências burocráticas, sem qualquer preocupação com duplicidades ou consideração com os ônus impostos às empresas. 

É preciso procurar estancar a legiferação em curso, mas, paralelamente, buscar reduzir a burocracia existente, para, em uma etapa posterior, iniciar um processo de simplificação e consolidação das regras, reduzindo um dos obstáculos ao desenvolvimento mais acelerado do Brasil que, segundo estudo do Banco Mundial, é um dos países em que as empresas dispendem maior tempo para poder atender à burocracia fiscal, com o consequente custo que ela acarreta. 

Para isso é preciso que as entidades de classe empresariais e de categorias profissionais ligadas às atividades econômicas atuem em conjunto para procurar pressionar os governantes e os legislativos, para a redução do ritmo de produção de leis e outros atos normativos, submetendo-os sempre à análise de sua necessidade e conveniência.

O Movimento das Associações Comerciais – que reúne mais de 420 ACs no Estado – , em conjunto com outras entidades,   está elaborando um trabalho, visando levantar as exigências burocráticas que podem ser eliminadas, sem prejuízo dos controles necessários por parte do setor público. A partir desse levantamento, as entidades vão encaminhar às autoridades, propostas para a revisão da legislação com vistas a reduzir a burocracia e os custos para as empresas. É hora de agir.

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