• Comprar mais de 27000.0 carros populares

  • Construir mais de 35000.0 casas populares de 40 m2.

  • Fornecer mais de 140.0 bolsas família.

  • Fornecer cestas básicas para toda a população brasileira por 319.0 meses

  • Comprar mais de 2000.0 TVs de Led

  • Contratar mais de 16100.0 policiais por ano.

  • Construir mais de 13800.0 salas de aula equipadas.

  • Construir mais de 92000.0 km de redes de esgoto.

  • Adquirir mais de 1100.0 geladeiras simples

  • A arrecadação de tributos corresponde a 1200.0 Notebooks

  • Construir mais de 288000.0 postos de saúde equipados.

  • Fornecer medicamentos para toda a população do Brasil por 2581750.0 meses

  • Comprar mais de 80500.0 ambulâncias equipadas.

  • Construir mais de 48000.0 postos policiais equipados.

  • Pagar mais de 622.0 salários mínimos.

  • Contratar mais de 13340.0 professores do ensino fundamental por ano

  • Pagar 14976000.0 meses a conta de luz de todos os brasileiros

  • Construir mais de 1150000.0 km asfaltado de estradas.

  • Plantar 5.0 de árvores

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Crescem as Incertezas

Rogério Amato
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O cenário internacional vem se caracterizando pelo alto grau de incerteza com relação à situação econômica de diversos países e regiões, transmitindo insegurança quanto à evolução futura do mercado, o que afeta as expectativas de todas as nações, mesmo daquelas aparentemente não sensíveis aos desdobramentos das crises em curso.

Nos Estados Unidos, a questão do limite da dívida, cuja elevação foi aprovada pelo Congresso após desgastante período de debates, seguida pelo rebaixamento do "rating" dos títulos americanos, criando ainda maiores dúvidas nos mercados.  O maior problema no curto prazo, no entanto, é que persistem as indicações da falta de reação do consumo doméstico, principal motor da economia americana, além da difícil situação fiscal que atinge não apenas o governo central, como muitos estados e cidades. O FED anunciou que não haverá elevação dos juros até o final de 2012, o que não foi suficiente para tranquilizar o mercado, que espera nova injeção de recursos na economia.  O que terá impacto sobre os fluxos de recursos canalizados para outros mercados, inclusive o Brasil, valorizando ainda mais o Real.

A Europa, após mais um “pacote” de salvamento da Grécia, e compra de títulos de outros países da Comunidade, continua a se preocupar com a situação fiscal de algumas nações, mas, sobretudo com as perspectivas de baixo crescimento da economia do Bloco, o que vem despertando reações da população, especialmente por causa do alto desemprego, que atinge principalmente os jovens que, após maiores investimentos em educação, se vêem sem possibilidades no mercado de trabalho.

A China procura desacelerar seu crescimento, para conter fortes pressões inflacionárias, o que poderá resultar em menores importações e redução dos preços das “commodities”, inclusive dos produtos que o Brasil é grande exportador, o que pode afetar as receitas das exportações brasileiras. Mesmo que a demanda mundial por alimentos seja menos afetada, os preços, que se encontram no mais elevado patamar da história deverão recuar.

Nos países árabes, inclusive em alguns importantes produtores de petróleo, a instabilidade política pode acarretar aumento do preço dos combustíveis, o que teria efeito sobre os preços internos no Brasil.

Além desse cenário de incertezas do exterior, o Brasil enfrenta o problema da resistência à queda da inflação, que não deverá convergir para o centro da meta (4,5%) este ano, e, provavelmente, nem no próximo, colocando em dúvida o compromisso governamental com a estabilidade da moeda.  De outro lado, a forte valorização do Real vem representando expressiva ameaça para a sobrevivência de muitos setores industriais.

O desempenho das finanças públicas tem sido positivo, mas baseado no forte crescimento da arrecadação e sacrifício de investimentos, sem o apoio necessário da contensão de gastos.  Em 2012 teremos o forte aumento do salário-mínimo, da ordem de 13% a 14%, o que terá forte impacto sobre as contas da Previdência, e de muitos estados e municípios.

Apesar desses problemas, pode-se esperar para os últimos meses do ano, um crescimento da economia, embora mais lento do que o do primeiro semestre, com o varejo apresentando bom desempenho, graças ao aumento do emprego e da renda, da expansão do crédito e das importações. Para 2012, no entanto, é difícil traçar-se qualquer perspectiva, enquanto a situação externa não se tornar mais previsível.

Pode-se, quando muito, trabalhar com dois cenários: o da continuidade da crise, mas sem aprofundamento da situação.   Ou, na pior hipótese, um cenário de recessão do mundo desenvolvido, combinado com uma crise do sistema financeiro. No primeiro caso, a economia brasileira sofrerá apenas uma desaceleração não muito significativa do crescimento do PIB, enquanto no segundo, o governo seria obrigado a adotar medidas de alívio fiscal e monetário para evitar uma queda muito forte do desempenho da economia. Sendo otimistas, acreditamos no primeiro cenário, com a economia crescendo entre 3% e 4%, com a inflação mantendo-se sob controle, embora ainda acima do centro da meta de 4,5%. 

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